Os trabalhadores da USP (Universidade de São Paulo), com apoio de docentes e estudantes, realizaram uma forte paralisação, nesta terça-feira (31), para cobrar da reitoria da Universidade as pautas da Campanha Salarial.
O Sintusp, que organiza a categoria e é filiado a CSP-Conlutas, realizará uma nova assembleia no dia 9 de abril. O indicativo é de greve, caso a intransigência da atual administração da USP continue.
Entre os principais pontos de reivindicação estão a isonomia entre funcionários e professores. Isso porque, a reitoria chegou a oferecer um adicional de até R$4.500, apenas a uma parcela dos professores, deixando os funcionários de fora.
O Sintusp reivindica o adicional fixo de R$1.200 no salário de todos os funcionários, além do reajuste de 14,5%, que repõe as perdas acumuladas pela categoria desde 2012.
O ônibus gratuito para os terceirizados e a valorização da política de permanência estudantil, com valores dignos para os estudantes também estão na pauta..
Contratações de professores e funcionários, o fim das compensações das pontes e recesso e a revogação dos parâmetros de sustentabilidade da USP completam a lista de demandas.
A CSP-Conlutas esteve representada pelo dirigente da Construção Civil Kleber Rabelo. O companheiro discursou em nome de nossa Central e garantiu que a CSP-Conlutas será linha de frente das lutas, sempre.
“Em qualquer luta que tiver estaremos ombro a ombro com vocês. Na conjuntura atual, os trabalhadores precisam discutir como se unir cada vez mais na luta por direitos”, explica Kleber.
“Nesta universidade, o reitor quer tratar os servidores como trabalhadores de terceira categoria, mas a realidade é que a universidade não funciona sem o trabalho de todos. A unificação das lutas será a chave pra vitória”, conclui.