Professoras e professores das redes estadual e municipal de São Paulo, cansados do descaso dos governantes com a categoria e a população, vão cruzar os braços nos próximos dias.
Nesta quinta-feira (9), a luta será unificada: enquanto os companheiros da rede estadual iniciam a greve, os municipais terão um ato em frente à Prefeitura, a partir das 14h. Em ambos os casos nenhuma escola será aberta.
A continuidade da greve dos estaduais será decidida em assembleia na sexta-feira (10), às 18h, na Av. Paulista (MASP). A mobilização servirá como uma demonstração de força da categoria e irá avaliar os rumos do movimento grevista.
A luta surge como uma resposta à maneira com que o governador bolsonarista Tarcísio de Freitas; o Secretário de Educação, Renato Feder; e o prefeito da cidade Ricardo Nunes tratam a Educação.
A situação nas duas redes de ensino é caótica devido ao abandono. Um exemplo é o fechamento de salas de aula em massa em todo o estado, uma combinação de que deixa professores sem emprego e alunos sem aula.
Além disso, a comunidade docente também denuncia o crescente autoritarismo de Tarcísio em relação ao tema da Educação e o avanço de projetos danosos como a plataformização do ensino, que retira a autonomia dos professores e rebaixa a qualidade das aulas.
A militarização das escolas, tão propagada pelo governador, já se mostrou extremamente danosa à comunidade escolar, devido ao nível de intransigência e em muitos casos violência contra os estudantes.
Também segue a sanha privatista de Tarcísio, que quer implementar na Educação sua agenda de transformar patrimônios públicos em mercadoria para agradar os empresários (vide a Sabesp).
Exigências
Diante desse cenário, entre as principais exigências dos grevistas estão a valorização dos trabalhadores, reabertura das salas de aulas fechadas, o fim da política de plataformização, militarização e privatização das escolas e a convocação imediata de professores concursados.
Também estão na lista a devolução dos valores confiscados de aposentados e pensionistas, atribuição de aula presencial justa e transparente e o reajuste do Piso Nacional no Salário Base com repercussão na carreira e não abono complementar.
Municipais pedem socorro
Em comunicado oficial, o sindicato que organiza a categoria dos professores municipais faz um verdadeiro pedido de socorro, buscando o apoio da população frente o drama vivido pela categoria. Há denúncias sobre uma verdadeira epidemia de adoecimento no trabalho, devido às condições precárias, sobrecarga, número de alunos em sala de aula e pressão por metas. Um verdadeiro absurdo.
No ato que será realizado na quinta os companheiros e companheiras exigem valorização salarial, condições dignas de trabalho, redução do número de alunos por sala de aula e professores especialistas em inclusão e políticas de saúde para os professores. Também estão na pauta o pagamento dos quinquênios e da sexta parte congelados, redução da jornada.
Todo apoio!
A CSP-Conlutas está com os lutadores e lutadoras desse país. A solução para os problemas apresentados pelos professores só virá com muita luta e união entre as categorias.
Defendemos uma Greve Geral na Educação em todo o país, em consonância com o movimento já iniciado pelos técnicos-administrativos das Universidades Federais e, em algumas instituições, também pelos docentes.
Chega de desmonte da Educação que favorece apenas os ricos e deixa ainda mais difícil a vida dos filhos da classe trabalhadora!