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CSP-Conlutas São Paulo elege nova diretoria e aprova plano de lutas

Foi com uma plenária lotada e representativa que a CSP-Conlutas São Paulo elegeu sua nova diretoria executiva. A Coordenação Estadual, que também aprovou um plano de lutas para o próximo período, ocorreu no sábado (30), na capital paulista.

O auditório do Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte de São Paulo ficou completamente lotado. A diversidade de categorias representadas, bem como movimentos sociais e da juventude mostram uma central sindical plural e pronta para luta unitária.

O estado de São Paulo, comandado pelo político de extrema direita e bolsonarista, Tarcísio de Freitas (Republicanos), foi palco de muitas das principais lutas que a classe trabalhadora brasileira organizou nos primeiros meses de 2026.

Pensando em debater este cenário, a reunião começou com a tradicional mesa de conjuntura. O espaço foi dedicado à análise dos processos de luta e dos desafios que ainda estão no horizonte para o trabalhador.

Participaram do espaço de discussão Luis Carlos Prates, o Mancha, (CSP-Conlutas), Magno de Carvalho (Sintusp), Antônio Luis Andrade, o Tato (Adunesp), Clara Araujo (Rebeldia e DCE da USP), Carlinhos (Sindicato dos Químicos de São José dos Campos e Região), Grazi Rodrigues (MRT – Nossa Classe), Fabíola Rocha (MML), Matheus Correia (MRT – Unicamp) e Vanessa Mendonça (Luta Popular). 

Entre os principais temas apresentados esteve a luta travada pelos servidores da USP. Unesp e Unicamp, que cresceu em importância a partir da unificação com os estudantes das universidades e suas demandas por permanência estudantil.

No último mês, essa união mostrou que é possível enfrentar o governo do estado realizando a luta direta, como a ocupação da reitoria da USP e a marcha pela Educação que reuniu mais de 20 mil pessoas. 

Em paralelo, os servidores e professores municipais de São Paulo também realizaram uma greve histórica com atos massivos na capital, mesmo tendo de enfrentar uma direção sindical sem disposição para levar a luta adiante. 

A ameaça de despejo que assola milhares de famílias paulistas e a necessidade do combate à violência machista contra as mulheres também foram debatidas e posicionadas como partes fundamentais da luta dos trabalhadores.

Mantendo a tradição internacionalista de nossa central, o apoio incondicional à luta travada pelos bolivianos por melhores condições de vida, bem como pelo povo palestino que enfrenta o genocídio imposto por Israel, também foi reivindicado.

Estes foram apenas alguns dos debates realizados que ganharam ainda mais pontos de vista com a abertura para inscrições e vinte integrantes do plenário realizando suas falas para todos os presentes.

Plano de luta e nova diretoria

Antes da Coordenação Estadual, um plano de luta já havia sido enviado para o estudo dos ativistas. A aprovação do texto principal foi de forma unânime, com a adesão de alguns destaques.

(A versão final do plano de luta será disponibilizada assim que sua redação seja finalizada pela direção).

O documento traz críticas ao goveno de extrema direita de Tarcísio de Freitas, bem como ao projeto de Frente Ampla do governo Lula e aponta as lutas diretas como saída para a classe trabalhadora .

Nas pautas sindicais e trabalhistas, destaque para a luta pelo fim da escala 6×1, mas também para a necessidade de se continuar na luta exigindo a redução da jornada para 36h semanais, sem redução de salário e a escala 4×3.

A unificação das campanhas salariais que ocorrem no segundo semestre, a defesa dos trabalhadores precarizados e dos direitos previdenciários também constam no documento elaborado pela Central.

A luta contra a violência policial, opressões e a política de despejo estão nas pautas sociais, bem como a necessidade dar atenção aos esforços para preservar os territórios e o meio ambiente.

Solidariedade Internacional e Atuação Eleitoral

Apoio internacional contra o genocídio promovido por Israele a perseguição política/sionista a ativistas, como o Zé Maria (presidente do PSTU) estarão na ordem do dia. 

Sobre a América Latina a CSP-Conlutas São Paulo é contra a intervenção dos EUA, solidariedade a Cuba e Venezuela, e apoia os trabalhadores bolivianos em luta contra o governo local.

Já a intervenção eleitoral será focada na independência de classe, rejeitando tanto a extrema direita quanto a Frente Ampla, com apoio apenas a candidaturas alinhadas ao programa classista, socialista e de ruptura com o capitalismo.

Nova diretoria

Para finalizar o dia de atividades, os participantes também elegeram por unanimidade nova diretoria executiva da CSP-Conlutas São Paulo.

Foi possível um arranjo para formar uma chapa única com representantes das diversas correntes que formam nossa entidade sindical e popular. A lista de nomes e entidades que irão compor a nova diretoria será divulgada em alguns dias.

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