A Ocupação dos Queixadas vai mostrar do que é feita a luta por moradia! No próximo sábado (1), as famílias vão celebrar os sete anos da comunidade com uma programação repleta de arte e política.
A partir das 14h, vai rolar oficina de bateria, grafite e atividades de recreação para as crianças. Na sequência, às 16h, haverá a Reunião do Fórum Popular de Moradia de Cajamar, com ativistas e representantes de movimentos sociais da região.
Um ato político/cultural ocorrerá ao fim da reunião. Com muita música e resistência, a ideia dos moradores é marcar a história percorrida até aqui e fortalecer os próximos passos da luta por moradia digna.
“A gente só garantiu ficar aqui esses sete anos porque fizemos muita luta direta. É na luta que a gente consegue arrancar as coisas e só na luta”, afirma Vanessa Mendonça, moradora da Ocupação dos Queixadas e integrante da Executiva Nacional da CSP-Conlutas.
A realização do ato ocorre em um momento que o Tribunal de Justiça de São Paulo decide manter o avanço do processo de despejo contra a ocupação, aumentando a preocupação das famílias.
A comunidade denuncia que, apesar de existirem alternativas para a regularização da área, como programas habitacionais estaduais e federais, a Prefeitura de Cajamar não avançou com nenhuma proposta capaz de garantir moradia definitiva para os moradores.
As famílias também questionam o chamado plano de ação apresentado pela prefeitura, que prevê apenas medidas temporárias, sem assegurar reassentamento digno ou proteção efetiva dos direitos dos moradores.
O Movimento Luta Popular, filiado à CSP-Conlutas e que organiza as famílias, alerta que a remoção forçada irá provocar perda de empregos, interrupção dos estudos das crianças, rompimento dos vínculos comunitários e levar famílias à situação de rua.
Fortalecer a solidariedade
A Ocupação dos Queixadas surgiu está em uma área que permanecia abandonada e sem cumprir função social. Desde então, as famílias transformaram o local em uma comunidade organizada, com barracão comunitário, horta coletiva, biblioteca, brinquedoteca e diversas atividades culturais e educativas.
Ao longo desses anos, os moradores realizaram mobilizações, protestos e negociações em busca da regularização da área e de uma solução definitiva para garantir o direito à moradia, mas encontraram apenas descaso dos governos.