A aula inaugural da Oficina Permanente de Defesa Pessoal para Mulheres, no Jardim da União (Zona Sul de São Paulo), realizada na última quinta-feira (3), foi um sucesso.
Além de iniciar o projeto, as companheiras também participaram da campanha contra os feminicídios realizada pelo Movimento Mulheres em Luta (MML).
“Ela tinha uma vida. Foi interrompida” é o nome da iniciativa que busca resgatar as histórias e projetos das vítimas para evitar a banalização do feminicídio, tratando-o como um problema social coletivo e não apenas estatístico.
Depois do treino de defesa pessoal, foi realizada uma roda de conversa com as companheiras para debater o tema e pensarem coletivamente estratégias para enfrentar o avanço da violência machista.
As oficinas de defesa pessoal vão ocorrer todas as terças e quintas, com início sempre às 19h, na Casa Carolina Maria de Jesus, na Rua Cacique Veron, nº 39, na comunidade do Jardim da União.
Outras ações
O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, filiado à nossa Central, organizou atos e panfletagens para contribuir com a campanha.
No Vale do Paraíba, o dia começou com atos nas fábricas Rosenberger Domex, em Caçapava, e na Delta Life, em São José dos Campos.
Durante assembleia na Delta Life, as trabalhadoras aprovaram a realização da campanha. Pela manhã, também está sendo realizada uma panfletagem no calçadão, no centro de São José.
O MML também lançou nesta sexta-feira (4), a cartilha “O que é isso que estão chamando de ‘masculinismo’? Um guia para entender e enfrentar as novas ideologias que alimentam a violência contra as mulheres”.
O material pretende ser uma ferramenta de formação política e organização para que a classe trabalhadora aprenda a disputar a consciência de jovens e trabalhadores frente ao crescimento do ódio digital que cresce nas redes sociais.
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