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Saúde não se negocia: trabalhadores da Fundação Casa dizem não ao uso de scanners corporais

Os servidores e servidoras da Fundação CASA, em São Paulo, estão novamente sendo alvo de um ataque aos seus direitos. O governo do Estado quer obrigar todos a passarem diariamente por um scanner corporal para entrar nos locais de trabalho.

A categoria já conhece essa história. Em 2020, quando a medida começou a ser implantada, o Sitsesp (Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Socioeducativo Paulista) entrou na Justiça e conseguiu suspender o uso dos scanners com uma decisão de urgência do Tribunal Regional do Trabalho.

Agora, a Fundação CASA tenta retomar essa prática. O caso será julgado no dia 9 de dezembro de 2025, na 68ª Vara do TRT.

O sindicato e os trabalhadores consideram essa medida injusta e desrespeitosa, pois parte da ideia de que todos são suspeitos pela entrada de materiais proibidos nas unidades. Além disso, há graves riscos à saúde.

O uso do scanner expõe os servidores à radiação ionizante, que pode causar doenças sérias, como o câncer. Até hoje, a Fundação CASA não apresentou garantias de que o equipamento é seguro.

“Por isso, o Sitsesp, deve mobilizar a categoria e realizar a luta política, jurídica e coletiva. Somente com a categoria unida e preparada para a luta podemos frear este retrocesso. Não vamos aceitar sem lutar”, afirma Iure, da Executiva Estadual da CSP-Conlutas São Paulo.

A categoria também criou um abaixo-assinado contra o uso dos scanners. É possível mostrar solidariedade e acessar o documento através do link: https://www.change.org/scanner_nao

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