Estudantes e trabalhadores da USP e Unesp vão realizar uma nova marcha em defesa da Educação, na quarta-feira (17), a partir das 18h. Desta vez a concentração para o ato ocorrerá no MASP e a passeata caminhará até a Alesp (Assembleia Legislativa).
Na pauta de reivindicações estão muitas das demandas que já constavam na grande marcha realizada no dia 20 de maio, quando cerca de 30 mil pessoas tomaram as avenidas do centro financeiro de São Paulo e caminharam até o Palácio dos Bandeirantes.
A marcha irá denunciar os ataques e a precarização da educação e dos serviços públicos, e exigir um maior orçamento por parte do governo comandado pelo bolsonarista Tarcísio de Freitas.
“Esse ato não nasce do nada: ele é continuidade das lutas que vêm se espalhando pelas universidades e da grande marcha do dia 20 de maio, quando milhares de estudantes e trabalhadores lotaram as ruas de São Paulo contra Tarcísio, inimigo da educação pública”.
A frase faz parte do comunicado oficial divulgado pelo Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP), filiado a CSP-Conlutas e um dos organizadores da mobilização, ao lado a Adunesp (Associação dos Docentes da Unesp) e dos DCEs da USP e Unesp.
Outras pautas que serão abordadas no dia 17 é a importância de retomar a luta contra a escala 6×1, que castiga a juventude trabalhadora, e contra a violência policial dentro e fora dos campi, que tenta calar a organização e a resistência nas universidades.
Greve continua na Unesp
A realização do ato mostra que a luta pela educação pública gratuita e de qualidade não terminou com o fim das greves estudantis e de servidores na USP (dia 8/5) e Unicamp (dia 11/5).
Apesar de terem de esperar quase um mês pela reunião de negociação que ocorreu no último dia 10, os servidores da Unesp receberam uma proposta de reajuste que sequer recompõe a inflação do último período.
O Cruesp (Conselho de Reitores) apresentou uma proposta 3,92% (um acréscimo de 0,45% imediato). O valor ainda está longe do que os servidores exigem (7,52%, que cobria a inflação do IPCA mais 3% de perdas históricas).
Na assembleia unificada de docentes e servidores técnicos administrativos, que ocorreu na sexta-feira (12), a decisão foi unânime para a manutenção da greve diante da proposta rebaixada e o não avanço nas pautas estudantis..
Estudantes da USP protestam
Na USP (Universidade de São Paulo), os estudantes seguem com um calendário de luta. Entre as pautas de mobilização, que serão levadas às ruas na quarta-feira (17), estão a readequação do calendário acadêmico, alterado por conta da greve e a garantia de não retaliação aos grevistas.
Todo apoio!
A CSP-Conlutas apoia integralmente a luta dos trabalhadores e estudantes das universidades estaduais por melhorias na Educação e contra o projeto de desmonte de Tarcísio de Freitas.
A unidade de trabalhadores e estudantes já provou ser o caminho para fortalecer as lutas e avançar na conquista de direitos. Todos e todas à Marcha pela Educação!