Em assembleia geral realizada neste sábado pelo SITSESP, os servidores e servidoras da Fundação CASA aprovaram, por ampla maioria, o estado de greve da categoria.
A decisão foi motivada pela crescente insatisfação diante da falta de agilidade e da ausência de respostas concretas por parte da instituição em relação às reivindicações da campanha salarial deste ano.
O encontro ocorreu em formato híbrido, integrando participações presenciais e remotas, o que fortaleceu a unidade do movimento e permitiu um debate abrangente sobre os atrasos nas negociações e a falta de propostas efetivas que atendam às demandas básicas dos trabalhadores.
O estado de greve formalizado agora funciona como um alerta direto à gestão da Fundação CASA, sinalizando que a categoria está mobilizada e disposta a intensificar a luta por valorização profissional, reposição salarial e condições dignas de trabalho.
Segundo a liderança sindical, a avaliação predominante é de que os avanços só ocorrerão mediante uma pressão organizada e constante.
Por esse motivo, até a próxima assembleia geral, marcada para o dia 16 de maio, o sindicato intensificará as mobilizações com a realização de protestos e atos públicos, buscando também o diálogo com representantes políticos e a sociedade civil para ampliar a visibilidade do movimento.
Na nova assembleia de maio, os servidores deverão reavaliar o andamento das tratativas e definir os próximos passos, o que pode incluir a deflagração de uma greve por tempo indeterminado caso não ocorram progressos reais.
O SITSESP reforça que, embora permaneça aberto à negociação, não aceitará a estagnação do processo, destacando que a participação massiva de todos os servidores será o fator determinante para o sucesso da campanha e para o fortalecimento das ações de pressão que serão comunicadas nos próximos dias.
“Esse momento é fundamental e decisivo para a categoria ir a luta devido todo o descaso da Fundação Casa e governo do Estado.Outras categorias como a segurança pública, educação,servidores da USP, que terminaram recentemente uma greve geral de 11 dias, foram contemplados com proposta e nós servidores da Fundação Casa ainda não temos nada por parte do governo. É hora de lutar,se mobilizar e ir para a rua através de atos e protestos. Chega de descaso”, explica Iure Teixeira, da Executiva Estadual São Paulo e servidor da Fundação Casa, em Osasco.