Os servidores da Fusam (Fundação de Saúde e Assistência do Município de Caçapava) completaram 22 dias de greve, nesta terça-feira (25). Esta é a maior mobilização realizada por trabalhadores do hospital público em 111 anos de história.
A categoria deu início à greve, após a Prefeitura anunciar que não iria mais providenciar o almoço dos funcionários – direito histórico da categoria que chega a cumprir jornadas de 12 horas atendendo pacientes da região.
A paralisação segue devido à intransigência do prefeito da cidade, Yan Lopes, que apesar da recomendação do Tribunal Regional do Trabalho (15ª Região de Campinas), de retomar o fornecimento da refeição, prefere dar as costas para a necessidade dos trabalhadores.
Lopes também rompeu com o acordo coletivo de trabalho firmado em abril com o Sindserv-CPV (Sindicato dos Servidores Municipais de Caçapava e Jambeiro), filiado à CSP-Conlutas, ao reduzir o vale-alimentação.
“Essa greve só continua porque o prefeito está obrigado os servidores a se manterem em greve”, explica Antônio Macapá, da CSP-Conlutas São Paulo. O companheiro também afirmou que os trabalhadores já aceitaram a recomendação do TRT em assembleia.
“Essa situação é um absurdo. O prefeito dá de ombros para as necessidades dos servidores e também da população que precisa da prestação desse serviço”, conclui Macapá.
A diretora do sindicato e funcionária da Fusam Edivânia Santos reitera que a categoria está firme na mobilização e denuncia a omissão do prefeito frente a um caso que afeta toda cidade.
“Nós esperamos que isso termine o mais rápido possível, mas seguimos na batalha. Esperamos que o prefeito Yan coloque a mão na consciência e entenda que o que ele está fazendo pune a todos”.
Todo apoio!
A CSP-Conlutas apoia integralmente esta mobilização que deve ser exemplo para os trabalhadores de todo o país. Direitos básicos não se negocia, então a greve é a única solução para se obter a vitória.
Servidor na rua, prefeito, a culpa é sua!
Yan, cumpra o acordo coletivo e respeite os servidores da Fusam!
A população exige saúde pública de qualidade: novos equipamentos, ambulância e investimento em insumos!