Na terça-feira (19), será realizada a audiência judicial que vai tratar das denúncias de irregularidades nas eleições do Sindicato dos Vigilantes do Vale do Paraíba e Litoral Norte. A ação foi movida pelos integrantes da Chapa 2 – Oposição Vigilantes da CSP-Conlutas, que denunciam manobras da atual direção para impedir um processo eleitoral democrático e transparente.
A audiência estava inicialmente marcada para o dia 27 de junho, mas foi adiada após pedido do responsável pelo pleito, que alegou questões de saúde. Uma clara manobra que apenas atrasou a luta da categoria por um sindicato de verdade.
De acordo com os vigilantes da chapa de oposição, o processo eleitoral foi conduzido de forma a excluir a participação da categoria. Dos mais de 4 mil trabalhadores da base sindical, apenas 43 conseguiram votar, em razão de horários e locais escolhidos de forma a dificultar a presença dos vigilantes. Além disso, não houve disputa real entre diferentes chapas, já que a direção teria forjado regras que impediram a participação da oposição.
A reivindicação principal é a anulação da eleição e a convocação de um novo pleito, amplo e democrático. “Se todos contribuem com o sindicato, todos têm o direito de eleger seus representantes”, afirmam os trabalhadores.
Para a oposição, o sindicato precisa ser classista, combativo e independente de patrões e governos, voltado para a defesa dos salários, benefícios e condições de trabalho dos vigilantes. “O que está em jogo não é apenas uma eleição, mas o direito da categoria de ter uma entidade representativa e de luta”, completam.