Mostrando que as lutas da classe trabalhadora são complementares, o Comitê Contra a Escala 6×1, da cidade de Sorocaba, aprovou um manifesto em apoio à luta do povo palestino.
A CSP-Conlutas esteve presente na atividade que deliberou o documento, representada pelo companheiro Fábio Bosco, do Setorial Internacional. A atividade na cidade do interior paulista ocorreu na quarta-feira (13).
O manifesto expressa apoio total à Palestina, denunciando a ofensiva israelense em Gaza como genocídio, apartheid e ocupação colonial, com apoio do imperialismo norte-americano e europeu. Critica a cobertura da mídia, que não relata as milhares de mortes e defende que o Brasil rompa relações com Israel.
No âmbito local, ainda exige a revogação da lei que tornou a cidade israelense de Sha’ar HaNegev cidade-irmã de Sorocaba. Pede também a renomeação de espaços públicos com o nome “Palestina Livre”.
Confira o manifesto abaixo:
Todo apoio à Palestina e ao povo palestino
A ofensiva sionista sobre Gaza não é uma guerra, é uma ocupação colonial e expansionista, com métodos de extermínio, um verdadeiro holocausto. Estamos diante de uma política sistemática de apartheid, limpeza étnica e destruição nacional.
Israel, com colaboração do imperialismo norte americano e anuência de seus apaniguados europeus, violenta e indigna a humanidade com sua ação genocida na Palestina, reproduz em Gaza os métodos violentos e abjetos do nazifascismo nas décadas de 30 e 40 do século 20.
Enquanto grandes meios de comunicação, cooptados e financiados pelo sionismo, tentam maquiar esse processo como “conflito”, os tanques israelenses avançam e suas bombas caem sobre residências, escolas, hospitais e campos de refugiados, assassinando indiscriminadamente crianças, mulheres e homens palestinos. Além disso, Israel mantém um cerco de isolamento, impedindo ajuda humanitária e ocasionando mortes por fome, sede e impossibilidade de socorro médico e assistência à saúde. Israel cada vez mais se afirma como um estado criminoso. Já são mais 70 mil mortes pelos bombardeios e ataques armados, mas estima-se em quase 400 mil os mortos sob os escombros da destruição material e por doenças potencializadas pela desnutrição, desidratação e suspeitas de deliberadas infecções biológicas promovidas pelo governo nazissionista de Netanyahu.
Ao governo brasileiro só resta o dever de romper todas as relações com Israel. Em tempos em que a barbárie é falaciosamente projetada pelos sionistas como “direito à defesa”, torna-se ainda mais urgente afirmar: a libertação da Palestina exige o fim do estado de Israel como projeto colonial, expansionista e supremacista, bem como necessário que a classe trabalhadora exija a cooperação mundial na reconstrução e na segurança da Palestina para que aquele povo exerça sua autonomia, soberania e autodeterminação, quiçá laica, libertária e socialista para que todos os palestinos vivam dignamente, do rio ao mar.
Este posicionamento não parte de uma abstração moral, mas da solidariedade concreta entre os povos explorados do mundo, especialmente aqueles sob o peso coercitivo do imperialismo, do racismo e da exploração pelo capital. Apoiar a resistência palestina é, aqui e agora, parte da luta de todos os povos por libertação, emancipação e dignidade humana.
Lula! É urgente o rompimento de relações com Israel!
No âmbito de Sorocaba, é de significativa simbologia, iniciativas pela revogação da Lei Ordinária nº 12.362/2021, que estabelece a cidade israelense de Sha’ar HaNegev como cidade-irmã de Sorocaba. Tal iniciativa foi do então vereador e atual secretário do trabalho do governo municipal do bolsonarista Rodrigo Manga, Péricles Régis.
É notoriamente lei sem qualquer significado ou ganho prático para o povo sorocabano, serve apenas em benefício da propaganda sionista. Todos indicativos é que a proposição da lei resulta dos métodos do sionismo mundo afora, forjando comitivas de visitas a Israel e de esforços para influência política e cultural em países estrangeiros, onde, dissimuladamente, buscam cooptação ideológica, visando apoio e tolerância para a violência criminosa e salteadora de territórios a custa de muitas mortes.
Assim como necessária a revogação da lei mencionada, importante a exigência da imediata alteração das denominações da CEI 39, na Vila Colorau, e de praça, no Jardim Paulistano, ambas nomeadas com “Sha’ar HaNegev”, para novos nome: CEI e Praça “Palestina Livre”.
Todos pela Palestina Livre, do rio ao mar!
COMITÊ CONTRA A ESCALA 6X1 DE SOROCABA