This is your default notification bar which you can use to an announcement, sale and discount.

Em São Paulo, juventude lidera ato contra a ameaça bolsonarista

Milhares de manifestantes saíram às ruas novamente neste final de semana para impedir a volta da família Bolsonaro à Presidência da República. Assim como em outras capitais, em São Paulo, a juventude liderou um grande ato realizado no Largo da Batata. 

Nossa Central esteve presente na manifestação que ocorreu no domingo (18) e também denunciou o plano de Flávio Bolsonaro de entregar as terras raras e outras riquezas do Brasil para Donald Trump, presidente dos EUA.

A política da CSP-Conlutas para o segundo turno das eleições presidenciais é de voto crítico no 13 para derrotar o projeto autoritário e de cerceamento das liberdades democráticas propagados pelo bolsonarismo.

Além da defesa da soberania nacional e contra qualquer tipo de ditadura, nos cartazes os manifestantes também denunciavam os cortes na saúde e educação que podem ocorrer caso Flávio Bolsonaro seja eleito.

As mobilizações também se espalharam por diferentes regiões da capital paulista. No sábado (16), mulheres realizaram uma manifestação no centro para protestar contra o machismo inerente ao governo Bolsonaro.

Já no domingo, houve o ato musical “O Rap Convoca”, na Vila Nova Cachoeirinha, na zona norte, que reuniu principalmente jovens e contou com apresentações de Emicida, Karol Conká, Rashid e outros artistas.

Operário da Construção Civil de Belém (PA) e integrante da Executiva Nacional da CSP-Conlutas, Cléber Rabello, explicou que a decisão de votar criticamente no 13 está ligada à necessidade de enfrentar as ameaças do bolsonarismo.

“A gente precisa derrotar o bolsonarismo e a ultradireita porque é necessário defender a soberania do nosso país, não entregar o Brasil para o Trump, defender as liberdades democráticas, os sindicatos e as organizações estudantis, e combater o racismo, a misoginia e a LGBTI-fobia”, disse.

“Mas, nosso voto é crítico porque a gente não quer dar um cheque em branco ao governo. Nós defendemos derrotar Bolsonaro, mas também temos que romper com o arcabouço fiscal, revogar as reformas da Previdência e trabalhista e defender a educação”, afirmou.

A força das ruas precisa continuar depois das eleições

Cléber também ressaltou que as conquistas dos trabalhadores são resultado da mobilização e não de concessões espontâneas dos governos ou dos patrões. A luta pela redução da jornada e pelo fim da escala 6×1 é um exemplo de como a pressão nas ruas pode colocar reivindicações populares na agenda política.

“Tudo o que nós conquistamos veio da nossa força, veio da nossa luta. Superar o capitalismo e derrotar a ultradireita significa organizar a mobilização para enfrentar qualquer governo que venha atacar nossos direitos”, declarou.

Para nossa Central, independentemente de quem vencer o segundo turno, será necessário manter a mobilização nas ruas e a organização nos locais de trabalho, nas escolas, nas universidades para enfrentar ataques aos direitos, a precarização do trabalho, os baixos salários e os cortes nos serviços públicos.

About the Author

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

You may also like these