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Greve da educação na capital paulista vai às ruas nesta quarta (6/5)

Os trabalhadores da educação municipal de São Paulo voltam às ruas nesta quarta-feira (6) para fortalecer a greve da categoria e cobrar uma resposta da Prefeitura. O ato acontece às 10h, em frente à Secretaria Municipal de Educação, com assembleia e caminhada até a sede do governo Ricardo Nunes. A mobilização deve reunir professores, coordenadores, diretores, auxiliares e demais servidores que seguem paralisados em defesa de salários dignos, melhores condições de trabalho e da educação pública.

A greve teve início no dia 28/4, após a categoria rejeitar a proposta de reajuste apresentada pela Prefeitura, considerada insuficiente e desrespeitosa. Ricardo Nunes quer conceder apenas 2% agora e empurrar mais 1,51% para 2027, índice que não cobre nem de longe as perdas acumuladas com a inflação. Na prática, a gestão mantém o arrocho salarial enquanto os profissionais enfrentam escolas lotadas, falta de funcionários, excesso de trabalho, adoecimento e abandono das unidades.

Além dos baixos salários, os educadores denunciam o avanço da precarização e da terceirização na rede municipal. Faltam professores, faltam agentes escolares, faltam condições para atender os estudantes e faltam políticas reais de inclusão.

A assembleia em frente à SME deve definir os próximos passos da paralisação, e a caminhada até a Prefeitura pretende ampliar a pressão sobre Ricardo Nunes, que até agora ignora as reivindicações e tenta desgastar o movimento.

Unificar as lutas rumo à greve geral na educação

A professora e integrante da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas Flávia Bischain reforçou a importância da mobilização e a necessidade de unificar as lutas em defesa da educação.

“Temos a greve dos estudantes da USP, a mobilização dos trabalhadores das universidades estaduais. Precisamos unificar as lutas no município, no estado e nacionalmente contra a privatização e o projeto neoliberal que é implantado por todos os governos e que está sucateando a educação pública”, defendeu Flávia.

É preciso reforçar todo apoio aos trabalhadores da educação municipal, bem como às demais categorias em luta, pela construção de uma greve geral na educação. A CSP-Conlutas apoia essa luta!

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