This is your default notification bar which you can use to an announcement, sale and discount.

Contra intransigência de Nunes, servidores e professores municipais mantêm greve

A Câmara Municipal de São Paulo pode até ter aprovado em 1º Turno o Projeto de Lei que estabelece o reajuste defasado dos servidores e professores municipais, mas as categorias deram um recado claro, na quarta-feira (6): a greve vai continuar.

Os companheiros e companheiras permanecerão de braços cruzados até o próximo dia 13, quando irá ocorrer uma nova assembleia e ato em frente à Prefeitura. Na próxima semana também está programada a votação em 2º Turno na Câmara.

Desde o início das negociações o prefeito Ricardo Nunes tem tratado com descaso as reivindicações das categorias e foi esta intransigência que levou ao início da greve no dia 28 de maio.

Assim como ocorreu em 2025, Nunes usa a justiça para incriminar o movimento. o Tribunal de Justiça (TJ) determinou que, para que a greve não seja considerada abusiva, cada escola deve manter 70% dos trabalhadores em atividade.

Além disso, marcou audiência de conciliação entre para a quarta (13). A multa para os sindicatos, pelo descumprimento da sentença é de R$ 10 mil por dia, um verdadeiro absurdo.

Apesar dos esforços de Nunes para desmobilizar os grevistas, o que se viu nas ruas foi o contrário. O ato realizado na quarta (6) contou com milhares de servidores e paralisou a Av. 23 de Maio, uma das principais vias do centro de São Paulo.

Em frente a Prefeitura, os trabalhadores votaram de forma unânime pela manutenção greve, contra a proposta de arrocho salarial de Nunes (3,51% dividido em duas parcelas), que não repõe nem sequer a inflação acumulada.

O prefeito, por sua vez, ameaçou descontar os salários dos grevistas. Uma prova de que sua administração não tem nenhum compromisso em garantir para a população um serviço público de qualidade.

Na prática, Nunes oferece o arrocho salarial enquanto os profissionais enfrentam escolas lotadas, falta de funcionários, excesso de trabalho, adoecimento e abandono das unidades educacionais.

Além dos baixos salários, os educadores denunciam o avanço da precarização e da terceirização na rede municipal. Faltam professores, faltam agentes escolares, faltam condições para atender os estudantes e faltam políticas reais de inclusão.

Todo apoio!

A CSP-Conlutas apoia a greve dos servidores e professores municipais e aposta na unificação das lutas para que as categorias saiam vitoriosas. 

A desvalorização das categorias proposta por Nunes está diretamente ligada a um projeto de abandono das necessidades básicas da população.

Defender a mobilização é, antes de tudo, atuar para garantir que a classe trabalhadora possa usufruir de um serviço público gratuito e de qualidade.

Por isso, todo apoio aos que lutam. Força para derrotar o projeto privatista e autoritário de Ricardo Nunes e Tarcísio de Freitas.

About the Author

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

You may also like these