Ameaças de morte, de violência contra uma criança e machismo. Parte das barbaridades defendidas pela ideologia sionista que sustenta Israel foi direcionada à advogada e ativista pró-Palestina Maira Pinheiro, neste final de semana.
Os ataques à brasileira e a sua família vieram através de mensagens nas redes sociais, após Maira ter encabeçado uma notícia crime contra o soldado sionista Yuval Vagdani, que passava férias no Brasil.
Devido aos inúmeros indícios de que o militar participou ativamente de crimes de guerra em Gaza, na Palestina, foi realizado um pedido de investigação ao Ministério Público Federal. O Brasil é signatário de tratados internacionais que punem tais crimes.
Com uma investigação em curso, a Polícia Federal poderia, por exemplo, reter o passaporte de Yuval e impedir sua saída do país. No entanto, num total desrespeito à soberania brasileira, a embaixada de Israel sorrateiramente ajudou o soldado a fugir, no domingo (5).
“Quero expressar toda a solidariedade da CSP-Condutas a advogada Maira Pinheiro e cobrar as autoridades brasileiras para que investiguem e punam os responsáveis por todas as ameaças que estão sendo feitas”, afirma Fábio Bosco do Setorial Internacional da central..
“O trabalho da Maira e do da Fundação Hind Rajab é muito importante, não apenas para a causa palestina, mas também para todas e todos que se opõem ao genocídio em qualquer parte do mundo. Nunca mais para mais ninguém”, complementou.
Maira atuou em conjunto com a Fundação Hind Rajab, que monitora soldados israelenses acusados de crimes de guerra. O nome da organização homenageia uma criança palestina de seis anos assassinada pelo exército de Israel em Gaza.
Repercussão internacional
Ação da Maira e a fuga do turista criminoso repercutiu nos principais jornais de todo o mundo. Na internet, há também o registro de outros soldados israelenses sendo denunciados nas ruas, nos Estados Unidos e na Europa.
O escracho e os pedidos de prisão são formas legítimas de fechar o cerco contra os crimes praticados pelos sionistas em Gaza e na Cisjordânia. Até o momento, estima-se que mais de 45 mil palestinos já foram assassinados, desde 7 de outubro de 2023.
Cinismo
Como era de se esperar a embaixada israelense no Brasil comentou o caso e de forma cínica afirmou que há uma narrativa anti-Israel sendo construída injustamente em todo o Mundo.
Barbaridades como o direito dos sionistas se defenderem também foram utilizadas. O ministro israelense Amichai Chikli chegou a enviar uma carta para o Deputado da extrema direita Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente golpista, pedindo apoio à Israel.
Lula, rompa já com os sionistas
Este caso só comprova a importância do rompimento das relações do Brasil com Israel imediatamente. Lula precisa atender a esta reivindicação das organizações sociais brasileiras e dar um basta nesta complacência com o genocídio palestino.
É hora de intensificar as denuncias contra os sionistas. Que todos os envolvidos no genocídio Palestino não tenham um segundo de paz onde quer que pensem em pisar os pés e que a justiça seja feita!