Nem mesmo a chuva intensa que atingiu São Paulo, no domingo (8), foi capaz de desanimar as trabalhadoras. No Dia Internacional de Luta das Mulheres, as companheiras tomaram às ruas para reivindicar, principalmente, o fim da violência machista.
Não importava se a Avenida Paulista estava debaixo d’água, centenas de mulheres marcharam na principal avenida da capital paulista, com a CSP-Conlutas levando sua coluna com bandeiras, faixas e a tradicional “pipoqueira” de som.
Neste ano, o número aterrorizante de feminicídios registrado no Brasil deu o tom. Nos discursos das lideranças vinham nomes de mulheres assassinadas, grande parte por ex-companheiros ou familiares.
“Enquanto a extrema-direita, da qual faz parte o governador Tarcísio de Freitas, educa para que as gerações sejam machistas, nós homens e mulheres da classe trabalhadora precisamos educar uma geração que lute contra o machismo”, defendeu a Profª Flávia Bischain, da Executiva Nacional da CSP-Conlutas.
“É preciso discutir em cada escola e local de trabalho, nós lançamos a campanha Emergência Nacional e é preciso que isso seja feito por todas as centrais. Não queremos fazer parte das estatística e nem ser acessório dos governos”.
Mas além de constatar a necessidade de se educar uma sociedade antimachista, nossa Central também alertou que sem investimento dos governos em políticas públicas, o cenário da violência contra as mulheres não vai melhorar.
“O governo Lula que fala em pacto contra o feminicídio, em 2024, investiu apenas onze centavos por mulher na luta contra a violência. Nós exigimos de todos os governos. É preciso que o dinheiro do orçamento não vá para banqueiros, para o agro, e sim para atender as necessidades da população”, conclui Flávia.
Medidas como a implementação de mais casas abrigo, delegacias da mulher e as tornozeleiras eletrônicas para homens que devem cumprir medida protetiva foram citadas como necessidades imediatas que precisam de investimento.
Outras demandas
O fim da escala 6×1 de trabalho, a redução da jornada sem redução salarial também foram outras pautas citadas pelos partidos políticos, sindicatos, movimentos sociais e da juventude que protestaram.
Também houve críticas às guerras e agressões imperialistas comandadas por Donald Trump, presidente dos Estados Unidos. A defesa da vida da mulher é uma pauta mundial e os olhos de nossa classe estão sob o que ocorre também no Irã, na Palestina e na Ucrânia.
São José dos Campos
O protesto do Dia Internacional de Luta das Mulheres foi realizado no sábado (7), em São José dos Campos, com a participação de nossa Central, novamente sob muita chuva.
O Movimento Mulheres em Luta, sindicatos da região e outros movimentos da classe trabalhadora percorreram o calçadão no centro da cidade para chamar a atenção da população.
A mensagem dada aqueles que passavam era da importância de defender a vida das mulheres: “A vida começa quando a violência acaba. Feminicídio não é tragédia. É crime”, lia-se em uma das faixas.
Seguir na Luta!
A CSP-Conlutas São Paulo seguirá na luta antimachista, antiracista e anticapitalista todos os dias do ano. É preciso mudar esta sociedade e criar uma nova sem opressão e exploração. Uma sociedade socialista.