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Campanha | CSP-Conlutas exige liberdade para Alê, liderança da Favela do Moinho

A CSP-Conlutas participa da campanha “Alê Livre” pela libertação imediata da ativista e moradora da Favela do Moinho Alessandra Moja Cunha, que foi presa em setembro de 2025, no contexto da desocupação violenta da comunidade.

Por mais de uma década, a companheira defendeu os direitos básicos dos moradores da última favela localizada no centro de São Paulo, sobretudo em temas relacionados à regularização fundiária, além do fornecimento de saneamento básico e energia elétrica.

Durante uma ação policial contra a comunidade, Alê teve sua casa arrombada, foi agredida com um soco, além de ameaçada com choques elétricos. Os policiais também forjaram uma mochila com entorpecentes contra ela e o marido.

A situação toda se torna ainda mais absurda quando Alê foi transferida para um presídio a 700 Km de distância de São Paulo, o que dificulta receber visitas pessoais de familiares e amigos.

Por isso, a campanha também arrecada fundos pela plataforma Apoie-se (https://apoia.se/faveladomoinho). O objetivo é levantar uma quantia suficiente para que pessoas próximas possam visitá-la no presídio. 

“Felizmente, dois escritórios renomados (Tofic Advogados e Toron Advogados) e o Instituto de Defesa do Direito de Defesa (IDDD) assumiram gratuitamente a defesa da Alê. Mas a sua família não tem condições financeiras de bancar viagens para visitá-la do outro lado do estado e só com sacrifícios imensos tem conseguido enviar o jumbo mensal”, diz trecho da nota que divulga a Campanha.

Entenda o caso

Localizada entre os bairros de Santa Cecília e Bom Retiro, a Favela do Moinho resistiu a inúmeras tentativas de expulsão, incêndios, abusos, execuções policiais e criminalização generalizada da comunidade.

Recentemente, o governador bolsonarista Tarcísio de Freitas (Republicanos) escolheu a região, uma das mais valorizadas, para construir a nova sede administrativa do estado. No mesmo pacote, incluiu a construção de um parque e de uma estação privatizada de trem.

As obras estão previstas para ocorrerem precisamente no terreno em que as famílias do Moinho encontraram um modo viável de viver na região central, perto das oportunidades de trabalho e de serviços públicos.

O projeto, que é declaradamente a ponta de lança para favorecer os diversos empreendimentos imobiliários e empresariais que invadiram a região na última década, impulsionou uma brutal escalada de assédios e ataques à comunidade.

A luta dos moradores foi capaz de conquistar um acordo nas esferas federal e estadual que garantiu o subsídio de 100% nas novas moradias para toda comunidade, mas ainda há um longo caminho até que todos tenham um teto. 

Todo apoio

Nossa Central se somou as mobilizações em defesa da Favela do Moinho no ano de 2025 e tem orgulho de fazer parte deste novo momento de união. Vamos pressionar pela libertação da companheira Alê. Lutar não é crime e moradia digna é um direito!

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