Novos atos contra a escalada imperialista dos Estados Unidos na Venezuela e América Latina serão realizados, no dia 28 de janeiro, nas principais cidades brasileiras e em outros países de nosso continente.
A CSP-Conlutas estará na linha de frente das manifestações que contarão com movimentos sociais, centrais sindicais e partidos políticos. O chamado a luta foi feito nessa semana pela ALBA (Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América – Movimentos Sociais).
Antes de botar o bloco na rua, ocorrerá uma grande plenária nacional (virtual), no dia 17, para organizar e orientar as atividades que visam fortalecer a solidariedade de classe ao povo venezuelano.
Prestes a completar um ano de presidência, Donald Trump tem escancarado os planos coloniais do imperialismo, ameaçando e agredindo economicamente e militarmente uma série de nações independentes.
Em seu último movimento, sequestrou Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, e a primeira-dama Cilia Flores, na madrugada do sábado (3). Uma agressão que abre uma série de precedentes que ameaça o mundo todo.
“Trata-se de uma agressão militar direta, que violenta a soberania nacional venezuelana, ataca seu povo e representa uma grave ameaça à paz na América Latina e no Caribe. Os ataques a instalações militares, infraestruturas estratégicas, portos, aeroportos e regiões urbanas de Caracas e de outros estados configuram crimes de guerra e violam flagrantemente o direito internacional e o princípio da autodeterminação dos povos”, defende a moção de nossa Central.
Como afirmou Trump, sem qualquer pudor, o verdadeiro objetivo é o controle das vastas reservas de petróleo e recursos minerais da Venezuela. O que vemos é a tentativa de impor um regime colonial para saquear as riquezas que pertencem ao povo venezuelano.
Cobrança a Lula
A CSP-Conlutas exige que o governo Lula se pronuncie de forma enérgica contra a invasão. O Brasil deve responsabilizar diretamente o governo Trump pelo ataque e exigir o respeito à autodeterminação da Venezuela.
Esta é a única maneira de evitar que intervenções militares voltem a ser a regra em nosso continente.Governos da América Latina precisam dar uma resposta veemente de rechaço a Trump.
O governo de ultradireita de Trump quer resgatar a hegemonia norte-americana na América Latina para se fortalecer diante de disputas mundiais com China e Rússia, outras duas potências. Não será à nossa custa.
Apoio aos venezuelanos, não a Maduro!
A CSP-Conlutas também deixa claro que não tem nenhuma concordância com a ditadura burguesa chavista de Maduro. Este governo que aplica profundos planos de austeridade ao povo venezuelano com arrocho salarial, corte de direitos e alta taxa de desemprego.
A defesa da soberania do povo venezuelano não pode se confundir com apoio a um regime que atende somente aos interesses das elites da Venezuela e os grandes capitalistas, em especial do setor petrolífero.
Vamos à luta!
Nos próximos dias, divulgaremos os locais e horários das manifestações. Vamos às ruas mostrar solidariedade com a resistência venezuelana. Somente o povo da Venezuela pode decidir sobre seu futuro!