Um transporte público mais caro em São Paulo. Esta é a grande “novidade” que o prefeito Ricardo Nunes (MDB) e Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador do estado, prepararam para os paulistanos para o início de 2026.
Nunes anunciou que a tarifa de ônibus na capital paulista salta de R$5 para R$5,30, a partir de 6 de janeiro. São 30 centavos de reajuste. Um golpe contra aqueles que dependem do transporte público.
Mas a ofensiva não para por aí. Tarcísio, que está curtindo férias nos Estados Unidos, também anunciou o aumento das tarifas de trem e metrô. No transporte sobre trilhos, o tíquete passa de R$5,20 para R$ 5,40.
A vida de milhões de paulistanos e moradores da região metropolitana será impactada. Isso também significa menos dinheiro para comida, saúde, educação e uma vida digna com direito ao lazer.
Estes ataques comprovam a aliança entre os governos estadual e municipal no plano de garantir o aumento do lucro dos empresários do setor de transporte, às custas de tarifas abusivas que punem a classe trabalhadora.
Este novo aumento abusivo, que restringe o direito das pessoas à cidade, também é consequência direta da política de privatizações escancarada por Tarcísio durante todo seu mandato.
Problemas não faltam
Como se não bastasse o aumento, a situação precária do transporte público em São Paulo é de saltar aos olhos. Nunes autorizou, em 2025, o uso de ônibus mais velhos fazendo aumentar os acidentes e o risco à população e trabalhadores do setor.
Nos trens e metrô a situação não é diferente. As cenas de estações lotadas ou de passageiros sendo obrigados a caminharem perigosamente pelos trilhos já virou parte da rotina massacrante dos paulistanos.
Tais consequências se relacionam diretamente com a lógica da privatização. Para garantir o lucro vale tudo. A cada ano menos se investe em melhorias e mais problemas são contabilizados.
É preciso dizer basta!
A única solução para mudar este cenário é apostar nas mobilizações. Nós da CSP-Conlutas São Paulo reitera a necessidade de lutar por Tarifa Zero e a reestatização das empresas públicas, para que o transporte seja, de fato, público, gratuito e de qualidade.