Diretores do Sintricom (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil, Mobiliário e Montagem Industrial de São José dos Campos e Litoral Norte), filiado à CUT (Central Única dos Trabalhadores), agrediram na madrugada desta sexta-feira (4) sindicalistas da CSP-Conlutas que faziam uma panfletagem na portaria da Revap (Refinaria Henrique Lages), em São José dos Campos.
A ação truculenta teve socos, empurrões, chutes, ameaças verbais e até tentativa de atropelamento.
A CSP-Conlutas Vale do Paraíba fazia a distribuição de um boletim que denunciava justamente a postura antidemocrática do Sintricom. O material impresso, que foi tomado pelos agressores, aborda a perseguição a um diretor da sindicato, Francisco Roberto da Silva, que cobra transparência na entidade e, por isso, está sendo ameaçado de expulsão. O diretor perseguido é membro da diretoria Executiva e suplente de tesoureiro do Sintricom.
Uma parte dos trabalhadores terceirizados da Revap são representados pelo Sintricom.
“Eu estava panfletando um material junto à base, com o apoio dos companheiros da CSP-Conlutas, quando sofremos essa violência absurda. Eu estava apenas exercendo meu direito de defesa, já que a direção do Sintricom convocou uma assembleia às escondidas, sem publicidade para a categoria, para decidir sobre minha expulsão, como represália aos pedidos de transparência que eu tenho feito”, relatou Francisco Roberto.
“Fomos agredidos de uma forma covarde numa ação que escancara o pior do gangsterismo sindical. Saímos de lá para não sermos atropelados ou pior. É algo profundamente lamentável”, relatou Antônio Macapá, dirigente da CSP-Conlutas Vale do Paraíba e diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região.
Esse tipo de ação prejudica o conjunto do movimento sindical e fortalece ainda mais a ultradireita, que ataca as organizações da classe trabalhadora.
Os dirigentes da CSP-Conlutas vão tomar as medidas judiciais e políticas cabíveis neste caso, como o de denunciar nacionalmente a ação criminosa.
A CSP-Conlutas também exige uma manifestação pública da CUT condenando a ação dos militantes de sua central.