“Hora de limpar o RI! PUC não é pra árabe. A PUC é nossa. A reitoria é nossa”. A frase de cunho racista e xenofóbico foi escrita em um dos banheiros do Departamento de Relações Internacionais da Pontifícia Universidade Católica, em São Paulo.
Esta é a segunda vez que pichações como esta são encontradas no prédio que possui apenas um professor de ascendência árabe. Trata-se do Dr. Reginaldo Nasser, que sempre se manifestou em defesa da causa palestina.
As mensagens racistas da vez se dão num contexto de retomada dos bombardeios indiscriminados à faixa de Gaza, que já mataram, em apenas 24 horas, cerca de 430 palestinos, 64% destes eram mulheres e crianças.
Os ataques e perseguições a árabes, palestinos e qualquer um que tenha se posicionado contra o genocídio perpetuado por Israel em Gaza tem sofrido perseguições nas universidades do Brasil e do Mundo.
Na PUC-SP, o exemplo foi a perseguição ao Grupo de Estudos sobre Conflitos Internacionais e aos professores Reginaldo Nasser e Bruno Hubermann, este último de origem judaica.
As acusações de antissemitismo contra ambos se revelaram infundadas e culminaram na adoção pela PUC-SP da definição controversa e sem base legal da chamada Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA), que equipara erroneamente a crítica ao Estado de Israel a antissemitismo.
A Fundação São Paulo (Fundasp), negligenciou as manifestações racistas contra árabes anteriormente. Em outras pichações no início do semestre letivo, a única providência de fato foi pintar o banheiro, sem a preocupação de buscar os responsáveis.
Racismo é crime
É importante lembrar que o racismo é crime no Brasil, sendo imprescritível e inafiançável.
Por isso é urgente a necessidade de a reitoria da PUC-SP, no caso, agir imediatamente, investigando a autoria e garantindo que a lei seja cumprida.
A PUC-SP não pode ser conivente com ameaças, perseguições e tentativas de intimidação para silenciar vozes críticas ao Estado de Israel – contexto em que se realizam os mais recentes ataques a árabes.
Palestina livre, já!
Ao contrário do que o lobby sionista espalha pelo Mundo, o ato de defender a Palestina não é crime! A CSP-Conlutas reitera o apoio ao Prof. Reginal Nasser e denuncia: crime é genocídio, limpeza étnica, apartheid e racismo. Basta!